LEITE – NUTRICIONISTAS USAM CIÊNCIA PARA LUDIBRIAR O PÚBLICO

“A alimentação e a nutrição são, pela sua importância e carácter transversal a toda a sociedade, temas que despertam muito interesse, disso fazendo eco os órgãos de comunicação social. Há menos de uma semana, por exemplo, foi publicado um extenso artigo no Jornal i, com importante chamada à primeira página, sobre o leite e seus eventuais prejuízos e benefícios para a saúde. 
Porque se trata de um tema muito relevante e com impacto na alimentação de milhões de Portugueses, importa fazer alguns esclarecimentos relativos quer às conclusões do artigo quer à metodologia adotada para a sua realização, que aparentemente não seguiu nenhum critério cientificamente válido e que, pelo menos explicitamente, não faz menção ao recurso a nenhum cientista da área.

Dada a enorme disponibilidade de informação científica com que nos deparamos atualmente, têm sido desenvolvidas metodologias (designadas de Metanálises) que permitem incluir num único estudo as conclusões dos vários estudos publicados sobre o tema em causa. Assim, esta metodologia permite ponderar, consoante a qualidade do estudo, a sua dimensão e o seu alcance, as conclusões retiradas, tornando-as mais sólidas e menos sujeitas à grande diversidade de fatores que as pode influenciar.
Para o leite e seus derivados existe um conjunto já robusto destas Metanálises, cujas conclusões importa referir. Assim, apresentamos um quadro-síntese com os trabalhos científicos publicados nos últimos 10 anos sobre a relação entre o seu consumo e as principais causas de morte.

São várias as conclusões obtidas por esta metodologia, que, repetimos, é a metodologia de referência quando queremos concluir sobre os efeitos de um qualquer fator sobre a saúde.

Assim, fica claro que o consumo de leite ou seus derivados:

1- não se associam a um aumento da mortalidade em geral;
2- associam-se a menor risco de desenvolver doença cardiovascular;
3- parecem associar-se a menor risco de desenvolver diabetes de tipo II;
4- associam-se a menor risco de cancro coloretal e gástrico, parecem associar-se a menor risco de cancro da mama e bexiga, não parecem ter qualquer associação com outros (pâncreas, ovário, pulmão e esófago) e podem associar-se a um ligeiro aumento do cancro da próstata;
5- os lácteos associam-se a uma redução do risco de síndrome metabólica.

Não será demais relembrar ainda a riqueza nutricional do leite e seus derivados, nomeadamente em cálcio, proteína, vitamina B12 ou potássio, por exemplo, tendo sido esta riqueza uma demonstrada vantagem em termos evolutivos para os indivíduos aptos a digerir o leite. E reforçar que não existem alimentos indispensáveis ou insubstituíveis, sendo a alimentação, idealmente, o resultado da combinação de vários alimentos de vários tipos.

Como é fácil de verificar, este conjunto de conclusões que a melhor ciência disponível hoje permite retirar, apresenta importantes diferenças relativamente ao exposto não só no artigo do Jornal i como em outros fóruns de opinião que abundam nos dias de hoje. Reforçamos, assim, o papel muito importante da comunicação social generalista e a necessidade desta em, tentando legitimamente atingir o maior público possível, não abdicar do rigor científico em matéria de tanta relevância na saúde das populações.

Nuno Borges
Vitor Hugo Teixeira

Professores na FCNAUP”

Segundo os professores, luz verde para o consumo de lacticínios, e a prova são as meta-análises.

AS META-ANÁLISES SÃO CORRUPTÍVEIS

“Assim, esta metodologia permite ponderar, consoante a qualidade do estudo, a sua dimensão e o seu alcance, as conclusões retiradas, tornando-as mais sólidas e menos sujeitas à grande diversidade de fatores que as pode influenciar.” Nuno Borges e Vitor Hugo Teixeira

Nuno Borges e Vítor Hugo Teixeira apregoam a meta-análise como uma ferramenta indelével na demonstração das conclusões da evidência científica e, a partir da apresentação dos resultados de uma série de meta-análises, pretendem tornar claro que o consumo de leite e dos seus derivados é vantajoso para a saúde. Lamentavelmente, a faceta científica e a sobre-simplificação, não passam de uma manobra de ofuscação dos factos que emanam do rigor científico genuíno. Os professores usam o estatuto da meta-análise para vindicar o consumo de leite, mas escondem da sua audiência leiga que, em particular em ambientes minados por fortes conflitos de interesse, esse mesmo estatuto depende integralmente da legitimidade da sua construção e contexto. A meta-análise propõe-se a reunir a evidência dos estudos, mas o critério de selecção desses mesmos estudos e a interpretação e exposição das conclusões está sujeita a defraudamentos inolvidáveis.1,2

A elevada plasticidade metodológica da meta-análise pode comprometer a tradução confiável da evidência.

No mundo da nutrição os casos são gritantes: a famosa e extensamente citada meta-análise de Siri-Tarino sumariza que: “Não há evidência significativa para concluir que o consumo de gordura saturada está associado com o aumento do risco de doença cardiovascular.”3 Outra meta-análise famosa, a de Chowdhury, também extensamente usada pela ilibar a problemática do consumo de gordura saturada na incidência de doença cardiovascular, afirma que: “A evidência actual não suporta claramente as directrizes que encorajam um consumo baixo de gordura saturada”.4 Já uma revisão compreensiva permitiu concluir que: “a evidência epidemiológica actual não é suficiente para suportar uma associação independente positiva entre o consumo de carne vermelha e o cancro colorrectal.”Estas são afirmações que contrariam um corpo evidência inultrapassável e, assim sendo, é lícito analisar algumas das técnicas utilizadas para as forjar, devidamente sublinhadas por diversos especialistas proeminentes:

A ideia prepóstera de que o consumo de gordura saturada não prejudica a saúde cardiovascular provém de meta-análises.

ALGUMAS TÉCNICAS USADAS PARA FORJAR RESULTADOS…

  • Recorrer a tipos de estudos inerentemente débeis no esclarecimento da questão proposta. Na investigação cientifica, há diversos tipos de desenhos de estudos que possuem uma hierarquia na qualidade da evidência produzida. As meta-análises em causa são largamente baseadas em estudos observacionais, que são inferiores a estudos experimentais controlados na avaliação da relação entre factores dietéticos e a incidência de doença cardiovascular.Uma vez que, entre indivíduos, os níveis de colesterol sanguíneo base são diferentes, independentemente da quantidade de gordura saturada consumida, quando se observa uma população, pode não ser encontrada uma relação significativa entre o consumo de gordura saturada e os níveis de colesterol sanguíneo – e, consequentemente, e a incidência de doença cardiovascular. Por exemplo, os níveis de colesterol de um indivíduo podem ser de 180 e os de outro indivíduo de 200, no entanto, aquele que possui os níveis de colesterol mais baixos pode ter um consumo de gordura saturada superior, uma vez que o seu nível de colesterol base era, à partida, inferior. Isso faz com que, em estudos observacionais, a relação possa aparentar não existir.6 Porém, no laboratório, onde as condições podem ser controladas rigorosamente, os níveis de colesterol de todos os indivíduos sobem com o aumento do consumo de gordura saturada, trans ou colesterol, o que expõe claramente a relação causal – que também se encontra sintetizada em várias meta-análises.7,8,9,10 Portanto, o recurso a estudos observacionais permite, implicitamente, mitigar o ímpeto da correlação.
  • Ignorar a totalidade da evidência. Para atingir as conclusões pretendidas, os investigadores, literalmente, omitiram estudos observacionais contrários e ignoraram o corpo total da evidência – uma condição que defrauda o propósito científico de ambição factual.11,12,13
  • Fazer ajustes imprecisos de dados. Ao efectuar ajustes estatísticos para determinados factores de risco em favor de outros é possível anular a detecção das correlações. Por exemplo, na meta-análise de Siri-Tarino vários estudos sofreram ajustes para as concentrações de colesterol, não para o consumo de gordura saturada, o que ajudou a dissipar a associação com a doença cardiovascular.14
  • Usar estudos com dados dietéticos imprecisos. Outra das desvantagens de alguns dos estudos observacionais incluídos nas meta-análises em causa, é que os dados dietéticos foram baseados na transposição a longo prazo daquilo que os participantes reportaram consumir durante um período de 24 horas, o que é, confirmadamente, um método inconfiável de determinação dietética.15
  • Executar transcrições erradas dos dados dos estudos. Mesmo em circuitos científicos, a necessidade de fabricar conclusões deplora violentamente o rigor. Por exemplo, na meta-análise de Chowdhury, os riscos relativos do Nurses’ Health Study (NHS) e do Kuopio Ischemic Heart Disease Study (KIHD) estavam reportados como sendo acima de 1.0, quando na verdade eram de 0.77 e de 0.39, respectivamente.16
  • Avaliar o efeito de um nutriente isoladamente, em oposição ao da sua relação com outros nutrientes. A medição do risco inerente ao consumo de gordura saturada depende do nutriente pelo qual ela é substituída – uma consideração subestimada nas meta-análises em questão.17,18 Por exemplo, na compilação de Siri-Tarino, apesar de os resultados terem sido apresentados como o potencial beneficio de substituição do consumo de gordura saturada por gordura poliinsaturada, os estudos seleccionados para o efeito não avaliaram as implicações do consumo de gordura poliinsaturada, o que rende as conclusões a um exercício de fé, não de ciência.13
  • Incluir estudos que deformam os resultados. Uma vez que, na meta-análise, os resultados de determinados estudos são anulados pelos resultados de outros, ao incluir estudos com construções e resultados atípicos é possível deturpar o produto final. Por exemplo, na meta-análise de Chowdhury, a inclusão de um estudo em que foram administradas quantidades elevadas de gordura trans, permitiu diluir a a interpretação dos efeitos negativos do consumo de gordura saturada.19,20,21
  • Incluir uma população diversa e generalizar os resultados. A grande variabilidade de risco cardiovascular na população incluída nas meta-análises, permitiu produzir uma conclusão falsamente negativa, que não se aplica a determinados subgrupos dessa mesma população.22
  • Produzir conclusões desadequadas relativamente aos dados do estudo. Perante o mesmo grupo de dados, vários investigadores indicaram que as conclusões deveriam ter sido outras.23

2As meta-análises referidas anteriormente foram instrumentais na inversão dos factos.

A INDÚSTRIA DOS LACTICÍNIOS
PROMISCUI A CIÊNCIA… INCLUINDO AS META-ANÁLISES

Expectavelmente, um dos autores da meta-análise que ambiciona desvalorizar o impacto negativo do consumo de gordura saturada foi financiado pelo National Dairy Council, a National Cattleman´s Beef Association e a fundação Atkins, apesar de isso não ter sido revelado no estudo.15 Por sua vez, a revisão sistemática que subestima a implicação do consumo de carne na incidência de cancro também declarava não possuir conflitos de interesse, mas tinha sido fundada pela National Cattlemen’s Beef Association e pelo National Pork Board.24 As quantias tectónicas despendidas em carne, lacticínios e ovos, geram fundos prolíficos para comprar cientistas, profissionais de saúde e autores, que promovem a criminosa inversão dos factos. Os média, a comunidade médica e a população, generalizadamente ignorantes sobre os trâmites da investigação, proclamam em voz alta qualquer forma de salvaguardarem os seus hábitos alimentares, o que exacerba a agenda da indústria.

25,26 A indústria dos lacticínios luta arduamente para eliminar a percepção negativa dos seus produtos, e uma das estratégias utilizadas reside na manipulação da investigação científica e dos profissionais de saúde.

20 O impacto das meta-análises torna-as particularmente susceptíveis de manipulação por grupos de interesse.

REAVALIAÇÃO DAS META-ANÁLISES AVANÇADAS PARA SUBSTANCIAR A INOCÊNCIA DOS LACTICÍNIOS

Os exemplos anteriores são peremptórios a revelar que a ideia avançada pelos professores de que as meta-análises são “menos sujeitas à grande diversidade de fatores que as pode influenciar”  é estritamente mitológica. O cariz flexível e sintético da meta-análise permite nivelar a evidência e dar a entender um produto que pode ser diferente de si mesmo, razão pela qual a interpretação cautelosa é particularmente necessária. Vamos, portanto, atender com um pouco mais de detalhe a alguns aspectos relevantes directamente verificáveis no conteúdo das meta-análises providenciadas por Nuno Borges e Vítor Hugo Teixeira.

A noção de que as meta-análises supracitadas ilibam as implicações negativas do consumo de lacticínios e substanciam a sua promoção, reflecte diversos erros de julgamento por parte dos professores, de entre os quais:

1 – IGNORAR CONFLITOS DE INTERESSE

Numa época em que a influência da indústria é tão perniciosa que sugere uma desconfiança geral dos estudos, divulgar informação directamente relacionável com interesses financeiros sem um grau elevado de advertência é, à luz da evidência científica, imprudente.27 É imprescindível para os profissionais de saúde revelar ou reconhecer conflitos de interesse, e servir as conclusões com um filtro crítico que permita proteger o público da tendenciosidade das conclusões.28 Essa necessidade torna-se ainda mais evidente pelo facto de que a maior parte das meta-análises esconde a sua ligação à indústria que, na verdade, patrocina uma parte principal da investigação. Os estudos podem ser financiados por grupos que deflectem a ascendência corporativa.29,30,31

28 Conclusões que beneficiam grupos de interesse devem ser atendidas com particular desconfiança.

2 – IGNORAR O CORPO DA CIÊNCIA

Os estudos observacionais – que constituem a maior parte da evidência nas meta-análises da tabela – nem sempre possuem a capacidade de detectar apropriadamente a relação entre factores dietéticos e a incidência de doença cardiovascular.6 Proclamar a inocência do consumo de lacticínios recorrendo somente a esse espectro de evidência é reminiscente das estratégias de manipulação dos resultados referidas anteriormente. Os lacticínios são fontes principais de gordura saturada, trans e colesterol, cujos impactos nocivos em factores de risco aterogénicos foram determinados inequivocamente em estudos de alimentação controlada e em estudos randomizados controlados – o “gold standard” da investigação.7,8,9,10 É essa compreensão inclusiva que caracteriza as recomendações das instituições científicas mais prestigiadas do mundo, como o Insititute of Medicine of the National Academy of Sciences ou a European Food Safety Authority, que reconhecem que qualquer consumo acima de zero de gordura saturada, trans ou colesterol faz subir os níveis de colesterol LDL e, consequentemente, fomenta o desenvolvimento de doença cardiovascular.32,33 Portanto, a noção avançada pelos professores de que as meta-análises apresentadas são “a metodologia de referência quando queremos concluir sobre os efeitos de um qualquer fator sobre a saúde… a melhor ciência disponível hoje” é simplesmente imprecisa. Em primeiro lugar, porque a meta-análise não define o tipo de estudos que a compõe, mas sim uma conjugação de estudos que, neste caso, podem não ser os mais contundentes. Em segundo, porque a melhor ciência disponível coaduna-se com o corpo multidisciplinar da evidência, que sugere desconfianças sérias relacionadas com o consumo de lacticínios. É totalmente inconsequente fazer uma observação estritamente miópica da evidência tendo em consideração o peso das provas totais e os potenciais prejuízos envolvidos.

9 Substituir gordura animal – providenciada largamente pelo consumo de lacticínios – por gordura vegetal, reduz significativamente a incidência de doença cardiovascular.

3 – GENERALIZAR INCONSEQUENTEMENTE OS BENEFÍCIOS

Uma vez que a meta-análise pode elaborar uma conclusão redutora de uma pluralidade de dados, alguns dos quais podem sugerir efeitos positivos e outros efeitos negativos, é importante contextualizar devidamente esses mesmos efeitos, especialmente em meta-análises que, como as da tabela, alegaram um grau elevado de heterogeneidade – isto é, de disparidade nos resultados dos estudos. Por exemplo, uma vez que a conclusão de neutralidade ou efeito protector do consumo de lacticínios pode estar relacionada com a atenuação proporcionada pelos dados de países asiáticos – que consomem quantidades muito inferiores, em contextos ambientais e culturais diferentes – uma interpretação mais responsável deveria atentar a essas mesmas diferenças, em vez de generalizar inconsequentemente os benefícios. Ignorar que as conclusões estabelecidas para uma população em geral podem não ser adequadas para subgrupos dessa mesma população, é o tipo de interpretação comprometida aplicada nas meta-análises sobre a gordura saturada.

De igual forma, os lacticínios englobam um grupo de alimentos com uma variabilidade nutricional significativa. Isso é indicador de que uma meta-análise pode concluir, no geral, um efeito neutro ou protector do seu consumo, apesar de haver grupos específicos que exercem um efeito estritamente oposto. Nas meta-análises providenciadas, há vários tipos de lacticínios relacionados como o aumento das taxas de doenças e, portanto, a decisão de generalizar os benefícios desrespeita a transcrição dos dados científicos necessária para o esclarecimento adequado da população. No mínimo, seria expectável uma descriminação dos lacticínios que estão associados a resultados diferentes daqueles que a tabela providencia redutoramente.

Outro aspecto relevante é a não-linearidade das associações. Uma vez que o limite do efeito protector reportado nas meta-análises pode ser relacionável com um consumo baixo, é despropositado generalizar um benefício que pode não ser aplicável às proporções consumidas usualmente.

O consumo de leite e de queijo está inversamente associado com o risco de A.V.C, no entanto… a associação inversa ocorre na Ásia, não na Europa… o risco aumenta com o consumo de lacticínios ricos em gordura, e a associação inversa mais baixa ocorre com apenas 125 ml de leite. Será que esta informação importa aos consumidores?

4 – RESTRINGIR AS PROVAS ARBITRARIAMENTE

É insensato basear promulgações de saúde em observações da evidência dependentes de períodos subjectivos de tempo e metodologias de estudo específicas, uma vez que a remoção consequente de uma quantidade massiva de provas compromete o rigor da substanciação – que deveria ser o critério determinante do investigador. Não há, simplesmente, meta-análises suficientes para atender a todas as problemáticas relacionadas de uma forma contundente com o consumo de lacticínios, nem o espaço de uma década permite acomodar o espectro de investigação necessário para a comunicação confiável dos riscos.

5 – OMITIR EVIDÊNCIA CONTRÁRIA

Uma vez que, segundo Vítor Hugo Teixeira, o “critério foi incluir todas, sem restrições, publicadas nos últimos 10 anos (…) trazer o melhor que a ciência no permite actualmente, sem viés pessoal” qual foi a razão que levou à omissão de meta-análises relevantíssimas, que indicam prejuízos significativos relacionados com o consumo de lacticínios? Essa omissão é reminiscente das estratégias de ocultação dos factos que caracterizam os agentes da indústria, e lança graves suspeitas sobre a integridade dos professores.

“O meu critério foi incluir todas, sem restrições, publicadas nos últimos 10 anos(…) trazer o melhor que a ciência no permite actualmente, sem viés pessoal.” Vitor Hugo Teixeira

34 Uma das patologias ubiquamente relacionadas com o consumo de lacticínios é a doença de Parkinson. Esta meta-análise confirma-o. Por que razão foi omitida da tabela?

35 O consumo de lacticínios também está associado com o aumento do risco de linfoma – de 6% por cada copo adicional de leite. À semelhança da doença de Parkinson, a meta-análise indicativa foi ocultada.

36 Na tabela, o aumento do risco de cancro da próstata, transcrito a partir da meta-análise de Aune et al., é figurado como sendo de 3%. No entanto, os professores mencionam “leite ou seus derivados”, o que tornaria o valor de 7%, relativo ao consumo total de lacticínios, definitivamente mais apropriado. Optar pelo denominador mais baixo transparece uma apresentação tendenciosa dos dados.

37 Esta meta-análise, que não foi incluída na tabela, deveria reforçar a preocupação de não subestimar os riscos relativos ao aumento de cancro da próstata, devido ao efeito promotor dos níveis de IGF-1 induzido pelo consumo de leite.

38 Por sua vez, esta meta-análise escapa ao período de 10 anos que os professores escolheram arbitrariamente para a sua selecção de estudos, no entanto, contém resultados relevantes para as mulheres que pretendam evitar o risco de cancro do ovário.

39 Leite: um dos alimentos mais alergénicos? Esta meta-análise sugere que sim. Deveria fazer parte de uma lista de preocupações rigorosa e, definitivamente, deita por terra as alegações da “vantagem em termos evolutivos”.

40,41 Já estas duas meta-análises indicam que a importância do aumento do consumo de lacticínios para a preservação da saúde óssea é infundada. Será que teriam sido incluídas caso as conclusões fossem contrárias?

42 O consumo de lacticínios para a perda de peso, uma das estratégias de marketing da indústria, não é vantajoso – uma constatação certamente impactante.

43 Por sua vez, esta revisão sistemática indica que o leite é um dos alimentos principalmente associados à incidência de acne, e estabelece algumas explicações mecanísticas relevantes – para muitos, certamente, um argumento forte a desfavor do consumo.

44 Padrões dietéticos que incluem lacticínios associados ao risco de depressão – mais informação que denigre as associações positivas.

A RAZÃO PARA A OMISSÃO:
CONFLITOS DE INTERESSE

Estes e diversos outros factos revelam que a tabela e o texto veiculado pelos professores não correspondem, de todo, a uma tentativa honesta de esclarecimento do público relativamente aos riscos inerentes ao consumo de lacticínios. A razão para as omissões graves está, seguramente, relacionada com conflitos de interesse.

Tanto Nuno Borges como Vítor Hugo Teixeira são figuras instrumentais na Associação Portuguesa dos Nutricionistas, que é profusamente financiada pelas indústrias que lucram com a venda de leite, queijo e iogurtes. A lista de patrocinadores inclui, ou já incluiu, a Nestlé, a Mimosa, a Danone, a Vaca que Ri, a Babybel, a Terra Nostra, a Olá, a Montequeijo e a Parmalat … (e até a Mcdonalds e a Coca-cola). Apesar de os nutricionistas alegarem que as ligações comerciais não afectam a idoneidade da profissão, os dados indicam precisamente o oposto.45,46 Num estudo independente, 80% dos profissionais registados responderam que os patrocínios implicam a promoção das companhias e dos seus produtos.47 Em particular, a indústria paga à Associação para escrever documentos que são promovidos oficialmente como a posição descomprometida dos nutricionistas – o cúmulo do meretrício profissional.48

Nuno Borges e Vítor Hugo Teixeira são figuras de destaque na Associação Portuguesa dos Nutricionistas – que absorve quantias profusas da indústria dos lacticínios.

Portanto, o dinheiro da indústria engrandece directamente a associação que beneficia os professores, mas os conflitos de interesse não vieram acoplados à tabela. Certamente que a sua defesa é sugestiva da tentativa de redução das preocupações de uma leitora, que notou o patrocínio suspeito numa das meta-análises disponibilizadas.

“Sim, a meta-análise foi parcialmente financiada por uma bolsa da indústria holandesa dos lacticínios, mas sem restrições. Ou seja, e como os autores declararam, não houve nenhuma influência em nenhum ponto, desde a pesquisa à redacção do estudo. Além disso, eles analisarem trabalhos já publicados, não poderiam ter modificado o que já havia sido escrito. E não acha que esta declaração é a derradeira prova de lisura e boa-fé? Não acha que os autores estavam conscientes da crítica fácil de que seriam alvos?” Vítor Hugo Teixeira

Observações desta natureza voltam a reforçar a ideia de que a preocupação com o rigor científico é secundária à infantilização da audiência.

1 – FACTO: CONTACTO COM A INDÚSTRIA CORROMPE OS PROFISSIONAIS

É um facto solidamente estabelecido que a interacção com a indústria prejudica a postura profissional, quer seja ou não declarada, directa ou indirecta.49,50,51 A quantidade de evidência que o demonstra é avassaladora e, consequentemente, fazer afirmações contrárias sugere ingenuidade ou desonestidade.

51 Estudos financiados pela indústria dos lacticínios têm uma probabilidade muito mais elevada de produzirem conclusões favoráveis aos patrocinadores. Curiosamente, um dos estudos que o demonstra foi co-autorado por David S. Ludwig, que Vítor Hugo Teixeira diz ser um “brilhante investigador, que eu sigo com muita atenção.”

2 – FACTO: DECLARAR CONFLITOS DE INTERESSE NÃO SIGNIFICA IDONEIDADE

O problema não incide na revelação dos conflitos de interesse mas sim no facto de que eles existem à partida. O ambiente corporativo revolve à volta de lucros, e os gastos destinam-se somente a exacerbar a hegemonia. A única razão pela qual a indústria contacta com as instituições académicas, profissionais e governamentais reside na sua capacidade de as manipular. Quando organizações que deveriam ser totalmente isentas recebem fundos destinados precisamente a quebrar essa isenção, o problema não reside na declaração dos financiamentos, mas sim na sua existência, a priori. A evidência indica que o foco na “transparência” deflecte a verdadeira origem do problema, e apenas preserva o status quo, não o dignifica.52,53 Não é necessário promover a revelação, mas sim a eliminação. Nas palavras de Marcia Angell, antiga editora chefe do New England Journal of Medicine: “parece haver o desejo de eliminar o cheiro da corrupção, mas ficar com o dinheiro… Eliminar a dependência da profissão na indústria requer uma forte quebra de um padrão de comportamento extremamente lucrativo.”54

55,56 Eis outro exemplo de como a transparência, alegada não-influência e exposição à critica, é totalmente irrelevante para prevenir a corrupção das conclusões.

3 – MAIS EXEMPLOS PRÁTICOS DO COMPROMETIMENTO DA APN

“Reforçamos, assim, o papel muito importante da comunicação social generalista e a necessidade desta em, tentando legitimamente atingir o maior público possível, não abdicar do rigor científico em matéria de tanta relevância na saúde das populações.” Nuno Borges e Vitor Hugo Teixeira

Em anteriores declarações à imprensa, Nuno Borges afirmou que: “Não se deve iludir as pessoas com a questão do cancro… Não há nenhum estudo, nenhum conjunto sério de estudos, em que se demonstre que o consumo de leite esteja associado ao aumento de cancro, de qualquer cancro.” Em contrapartida, afirma que: “a população caucasiana demonstra um perfil metabólico que a torna mais susceptível à presença de substâncias no leite de soja, nomeadamente de estrogénios… há alguma preocupação que isso possa ter, por exemplo, um aumento do risco de casos de cancro de mama.” No entanto, a evidência científica indica inequivocamente que o consumo de soja protege contra o desenvolvimento de cancro da mama, precisamente porque os fito-estrogénios que possui exercem uma acção anti-estrogénica. Por outro lado, o leite de vaca é a principal fonte dos potentes estrogénios de origem animal que promovem agressivamente o desenvolvimento de cancro e que o professor pretende ilibar da relação. Claramente, mais um indício forte de ignorância ou tentativa de ludibriar o público em favor dos interesses dos seus patrocinadores.

57, 58 Os apelos de Nuno Borges ao rigor científico e à responsabilidade da imprensa no esclarecimento do público não passam de um exercício de hipocrisia.

LACTICÍNIOS –
DEFINITIVAMENTE PREJUDICIAIS

Para constatar o porquê de os lacticínios não serem adições dietéticas saudáveis basta compreender conceitos nutricionais simples, tais como os macronutrientes – que, infelizmente, os nutricionistas não dominam.59 Os estudos indicam que um dos principais problemas de desregulação nutricional em Portugal, e a causa para a destruição do padrão alimentar mediterrânico, advêm, precisamente, do consumo excessivo de gordura saturada e proteína – ora, esse excesso corresponde de uma forma principal ao acréscimo de lacticínios que caracteriza a dieta ocidental.60,61,62 Portanto, promover o seu consumo exacerba a destruição de um padrão dietético demonstravelmente saudável – caracterizado pelo aporte reduzido de calorias de origem animal e um aporte elevado de calorias de origem vegetal não processadas.

O aumento do consumo de lacticínios foi um dos principais responsáveis pela destruição do padrão alimentar mediterrânico que, em teoria, os nutricionistas estão empenhados em salvaguardar.

A desregulação do consumo de nutrientes, em particular, a partir do excesso de gordura e proteína animal, corresponde à generalidade das patologias que ditam a crise da saúde no ocidente, nomeadamente, aumento da incidência de doença cardiovascular, diabetes e cancro. Além disso, há implicações de que o consumo de lacticínios influencie de uma forma ainda mais particular o desenvolvimento de:

Cancro. A preocupação relativa ao aumento do risco de cancro deve ser considerada com seriedade, e encontra-se substanciada por diversas explicações mecanísticas:

  • A gordura do leite, além de exercer efeitos aterogénicos, incita a carcinogénese.63,64
  • O conteúdo proteico do leite promove o aumento das concentrações do factor de crescimento IGF-1 e a activação da via metabólica mTOR que, ao incitar a divisão e o crescimento celular, promove a carcinogénese.65,66 Essa é uma das condições que se julga estar principalmente relacionada com a epidemia moderna de cancros.67,68,69 A caseína, a principal proteína do leite, também exerce um efeito carcinogénico forte, independentemente do sua influencia nos níveis de IGF1.70
  • O leite possui um conteúdo hormonal elevado, e o seu consumo liberta enormes quantidades de esteróides no organismo humano.71 Bastam 300 ml de leite para providenciar cerca de 10 ng de estradiol – a hormona estrogénica mais potente – o que é 4000 vezes mais do que o consumo de outras hormonas ambientais em termos de actividade hormonal.58 Essas hormonas – que não estão sujeitas a inibições inatas por serem semelhantes em bovinos e humanos – podem promover a conversão de lesões pré-cancerígenas em cancro invasivo e aumentar a progressão de tumores dependentes de hormonas.72,73,74
  • Um dos açúcares que compõe a lactose, a galactose, induz várias afecções metabólicas relacionadas com a aceleração da senescência e a carcinogénese, que incluem inflamação e stress oxidativo, mesmo em doses baixas – 1 a 2 copos de leite.75
  • A exposição ao cálcio do leite compromete a produção endógena de vitamina D e, consequentemente, o benefício da sua acção anti-cancerígena.76
  • O fenómeno de bioacumulação de toxinas ambientais promove níveis elevados de toxinas no leite. Houve estudos a detectar cerca de 20 drogas farmacologicamente activas, incluindo antibióticos, anti-inflamatórios, antissépticos.77
  • O leite pode estar contaminado com microorganismos patogénicos, de entre os quais o vírus da leucemia bovina, que promove a carcinogénese em humanos.78,79
  • Por entre inúmeras outras provas, estudos em laboratório indicam que o leite promove o crescimento de células cancerígenas,80, mulheres que consomem lacticínios têm taxas mais elevadas de reincidência e mortalidade de cancro da mama,81 e os consumidores de leite têm incidências mais elevadas de diversos tipos de cancro.36,38

Esclerose Múltipla – Os estudos epidemiológicos encontram fortes relações entre o consumo de leite e a incidência de esclerose múltipla.82 O sistema imunitário de doentes com esclerose múltipla ataca proteínas no leite de vaca que, quando injectadas em animais, conduzem ao aparecimento de lesões no sistema nervoso central.83,84 Essas proteínas no leite podem ser similares à parte da mielina que é destruída no processo auto-imune que caracteriza a esclerose múltipla.85

Doença de Parkinson – Uma das explicações para a elevada incidência de doença de Parkinson em consumidores de lacticínios relaciona-se com a exposição aos contaminantes do leite, em particular aos pesticidas, que foram demonstrados produzir a doença em primatas.86,87,88

Diabetes Tipo 1 – O consumo de leite é um implicado principal no desenvolvimento de diabetes tipo 1. A exposição a proteínas bovinas pode induzir reacções auto-imunes, nas quais os anticorpos atacam as células pancreáticas responsáveis pela produção de insulina, o que conduz à sua destruição permanente. Num estudo, todas as crianças diagnosticadas com diabetes tipo 1 revelaram anticorpos contra a proteína do leite de vaca, que são capazes de reagir com uma sequência similar de proteínas nas células pancreáticas.89 Anticorpos que atacam a insulina humana também aparecem frequentemente em crianças que desenvolvem diabetes tipo 1, o que é causado pela exposição da criança à insulina bovina a partir do consumo de leite de vaca.90,91

Doença de Crohn e Colite Ulcerativa – As vacas leiteiras estão largamente contaminadas com uma bactéria conhecida como Micobacterium paratuberculosis que, em animais, causa a doença de Johne, uma afecção intestinal diarreica. Há evidência expressiva de que essa bactéria é transmitida através do consumo de leite, uma vez que não é confiávelmente morta pela pasteurização, e pode ser responsável pela doença de Crohn em humanos.92,93 Em adição, a remoção de lacticínios foi demonstrada ser altamente eficaz no tratamento de sintomas de Colite Ulcerativa, provavelmente despoletada pela reacção alérgica ao seu consumo.94,95

Outras condições associadas ao consumo de lacticínios incluem fracturas ósseas,71 obstipação,96 cataratas,97 desidratação, deficiência de ferro, sangramento intestinal, cólicas e otites em crianças, etc…98,99,100,101,102

78 Evitar o consumo de lacticínios é uma estratégia útil para prevenir uma panóplia de doenças crónicas graves.

UMA OPÇÃO SUPERIOR

O ser humano não necessita de consumir lacticínios, uma vez que, os nutrientes que neles se encontram são obteníveis de uma forma mais saudável a partir de uma diversidade de outros alimentos, sem qualquer risco associado. Apesar disso, quem não prescindir do seu efeito gastronómico e nutricional, deve considerar as opções de origem vegetal, indubitavelmente superiores, mesmo em relação ao leite magro. Apesar de ser mais pobre em gordura, em relação ao leite gordo e meio gordo, o leite magro é mais rico em diversas hormonas esteróides que promovem o desenvolvimento de cancro.103 Comparativamente, o leite de soja, além de possuir a mesma quantidade de todos os nutrientes pelos quais o leite de vaca é promovido – incluindo proteína, cálcio, vitamina B12 e vitamina D – possui um conteúdo de fito-estrogénios que previne o desenvolvimento de cancro.57 Por sua vez, apesar de o leite de vaca promover a proliferação das células cancerígenas em cerca de 30%, o leite de amêndoa exerce um efeito diametralmente oposto.76 Em adição, estudos comparativos demonstram que o consumo de leite de soja conduz a reduções mais acentuadas nos níveis de colesterol LDL do que o leite de vaca magro, o que revela a sua superioridade na preservação da saúde cardiovascular.104  O facto de que também não aumenta o risco de desenvolver qualquer patologia, incluindo cancro da próstata, doença de Parkinson, linfoma ou acne, é mais um trunfo óbvio para a sua predilecção.

PROMOVER O CONSUMO DE LACTICÍNIOS É IRRESPONSÁVEL E IMORAL

Os professores referem a “importância e carácter transversal” da nutrição, mas eles próprios subestimam a amplitude da transversalidade. A promoção do consumo de lacticínios não incita apenas o aumento das taxas de doenças crónicas sem qualquer benefício nutricional exclusivo, mas também o exacerbar do cataclismo ecológico que assola o séc. XXI . A indústria de exploração animal é o principal contribuidor para o fenómeno de aquecimento global antropogénico, desperdício e poluição de água, erosão terrestre, desflorestação, extinção de espécies e desperdício energético; consequentemente, aludir às mais-valias dos lacticínios por um ponto de vista meramente nutricional é errado e inadmissivelmente redutor. É usar a mentira dos “ossos fortes” para encobrir um cenário de degradação multifacetada.

Inescapável também, é a constatação de que o consumo de lacticínios promove a objectificação da maternidade e a pedofagia: parasitação intrusa do elo entre uma mãe e um filho; privação déspota de uma cria ao seu fluxo de leite e de uma progenitora ao bebé que sentiu, antecipou e desejou durante meses. O consumidor de lacticínios dita, numa realidade presente, a condição que a evolução da inteligência conjunta eventualmente repudiará, à semelhança de outras atrocidades, universalmente condenáveis, que outrora foram a norma. Só é possível imputar rigor ético à exploração animal quando os seus defensores aceitarem, para si mesmos, os desígnios da sujeição alheia.

A ciência não depende do afunilamento estatístico, mas sim da observação honesta da totalidade das conclusões. Isto porque não é a realidade que se adequa aos resultados de um estudo, mas sim o estudo que necessita de corresponder à realidade para ser elevado ao estatuto de evidência. Os alimentos que compõem uma dieta saudável não aumentam o risco de desenvolver qualquer doença, pelo contrário, são aliados valiosos na sua prevenção – um princípio nutricional básico que, entre muitos outros, é suficiente para execrar determinantemente os lacticínios.


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4 Comments

  1. Miguel Fonseca May 9, 2017
    • admin May 9, 2017
  2. Alfredo May 11, 2018
  3. Não interessa May 27, 2018

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