CARNES BRANCAS: IGUALMENTE PERIGOSAS

À semelhança da carne de peixes, a carne de aves – “branca” – é tida como uma opção mais saudável em relação à carne de mamíferos – “vermelha”. No entanto, o conteúdo equivalente de gorduras e proteínas nocivas, toxinas ambientais, bactérias e compostos patogénicos, assim como o desprovimento de hidrato de carbono, fibra, vitaminas e fitoquímicos torna a substituição de uma pela outra praticamente indiferente.

Há evidência de aumento do risco de cancro do cólon tanto para carne vermelha como para carne branca, o que indica a presença de factores em todas as carnes que contribuem para a carcinogénese.1 Além disso, aqueles que consomem carne branca têm mais do dobro das hipóteses de se tornarem dementes do que vegetarianos e a discrepância é exacerbada quando o consumo passado de carne é tido em consideração.2

A conotação de “magra” que as carnes brancas possuem também é grandemente fictícia, tanto do ponto de vista nutricional como nos seus efeitos de controlo do peso. Os consumidores de frango estabelecem fortes relações com a obesidade em relação aos não consumidores.3

meat(4) As diferenças no conteúdo de gordura entre a carne branca e a vermelha podem ser insignificantes.

chickensAs galinhas modernas são versões mutantes das de há 50 anos.


1 – Pramil N. Singh, Gary E. Fraser. Dietary Risk Factors for Colon Cancer in a Low-risk Population. Am. J. Epidemiol. (1998) 148 (8): 761-774.
2 – Giem P. Beeson W.L. Fraser G.E. The Incidence of Dementia and Intake of Animal Products: Preliminary Findings from the Adventist Health Study. Neuroepidemiology 1993;12:28-36.
3 – Gilsing AM, Weijenberg MP, Hughes LA, Ambergen T, Dagnelie PC. Longitudinal changes in BMI in older adults are associated with meat consumption differentially, by type of meat consumed. J Nutr. 2012 Feb;142(2):340-9.
4 – USDA National Nutrient Database for Standard Reference, Release 27.



Leave a Reply