ARGUMENTO DESPORTIVO

Análises aos ossos dos gladiadores e legionários – alguns dos melhores lutadores e soldados do mundo antigo – indicam que consumiam dietas essencialmente vegetarianas. Plínio referiu-se aos gladiadores como “hordearii” – comedores de centeio. Esses homens, que chegavam a despender 6000 calorias por dia, eram capazes de aguentar campanhas de guerra e marchas forçadas intermináveis – “magnus itineribus”.1 Outro grupo marcial reconhecido pela dureza extrema dos seus treinos é o dos monges Shao Lin. A dificuldade em obter o título é tal que há apenas cerca de 30 em todo o mundo. No entanto, consomem uma dieta vegetariana, à base de arroz, pão e feijões.

Estes casos servem para indiciar que os preconceitos depreciativos que a sociedade, em geral, revela em relação à capacidade de uma dieta vegetariana saudável suprir as necessidades do atleta são escandalosamente opostos à realidade. De facto, para corresponder aos requisitos nutricionais, incluindo de proteína, a partir de alimentos de origem animal, o atleta consome uma panóplia de substâncias nocivas, de entre as quais, gordura trans, nitrosaminas e toxinas ambientais, e reduz o aporte de antioxidantes, fibra e hidratos de carbono, de uma forma totalmente desnecessária.

Por exemplo, um estudo indicou que os corredores de ultramaratonas são duas vezes mais prováveis de consumir uma dieta vegetariana do que os corredores da maratona e meia-maratona combinados, e que, além disso, a sua qualidade dietética é significativamente superior.3 Esse factor pode influir no favorecimento dos parâmetros metabólicos relacionados com a performance física, como é sugerido pelo caso de um atleta de ultra-triatlo (11.4 km nadar, 540 km de bicicleta e 125 km de corrida) que consumia uma dieta vegetariana rica em frutas e vegetais.Na verdade, a dieta à base de plantas saudável pode providenciar diversos benefícios para o atleta sem o risco acrescido de deficiências:5,6,7,8,9

Refeição servida aos monges marciais Shao Lin no templo budista.

FAVORECIMENTO DO CONSUMO DE HIDRATOS DE CARBONO 

A resistência e a força física estão integralmente dependentes da disponibilidade de hidratos de carbono – um nutriente produzido exclusivamente por plantas. Os hidratos de carbono permitem e potenciam, não só, o desempenho prolongado, mas, também, os surtos de exercício intensos e curtos, mesmo que as reservas de glicogénio estejam repostas.10 Consequentemente, um dos principais objectivos nutricionais de um atleta consiste em corresponder aos seus requisitos por hidratos de carbono. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) afirma que: “a mensagem clara de mais de meio século de investigação sobre a ligação entre a nutrição e a performance é de que, a par do talento natural e treino apropriado, uma dieta rica em hidratos de carbono e consumo adequado de líquidos são os dois elementos mais importantes na fórmula para a participação desportiva de sucesso”.11 Apesar de, no geral, quando o consumo de hidratos de carbono é equivalente, não aparentam haver diferenças significativas de performance entre vegetarianos e omnívoros, a dependência em produtos de origem animal tende a deslocalizar o abastecimento energético, o que pode comprometer marcadamente o desempenho.12,13 Um estudo de resistência em bicicleta indicou que resultados de 189 minutos proporcionados por dietas ricas em hidratos de carbono podem decrescer para apenas 57 minutos em dietas ricas em gordura e proteína.14

REGULAÇÃO HORMONAL

Além da melhoria de performance, os hidratos de carbono exercem benefícios importantes na regulação dos níveis hormonais. Na ausência de hidratos de carbono, o exercício físico proporciona aumentos superiores dos níveis circulatórios de hormonas do stress – tais como o cortisol – e perturbação da função imunitária. Por outro lado, consumir hidratos de carbono atenua esses aumentos e limita a imunossupressão induzida pelo exercício.15 Em adição, as concentrações de testosterona são consistentemente mais elevadas numa dieta rica em hidrato de carbono, em relação a uma dieta rica em proteína, o que indica o papel fundamental de proporções de macronutrientes adequadas para a regulação dos níveis hormonais.16,17

REDUÇÃO DO STRESS OXIDATIVO, INFLAMAÇÃO
E MELHORIA DA FUNÇÃO IMUNITÁRIA

A prática do exercício físico gera compostos nocivos conhecidos como radicais livres, que promovem uma condição conhecida como stress oxidativo, que conduz à inflamação e disfunção imunitária. No entanto, a riqueza em antioxidantes da dieta vegetariana ajuda a neutralizar a oxidação e a promover a saúde.18 Os fitoquímicos dietéticos, encontrados em plantas, são potentes inibidores da actividade da enzima xantina oxidase, que contribui principalmente para a criação de radicais livres durante o exercício.19 Em relação aos omnívoros, os vegetarianos possuem níveis mais elevados de vários micronutrientes antioxidantes, incluindo vitamina C, E e betacaroteno.7 Além disso, em relação aos omnívoros, os vegetarianos também possuem níveis de inflamação mais baixos, o que pode estar relacionado com um aporte superior de fibra20 Estes efeitos sugerem que a dieta vegetariana saudável tem um potencial particularmente elevado de contrariar o comprometimento oxidativo e imunitário associado ao exercício físico, o que diminui o risco de infecções, doenças degenerativas e da possibilidade de afastamento dos treinos.4

FAVORECIMENTO DA RECUPERAÇÃO

A recuperação é um aspecto fundamental da actividade desportiva, uma vez que determina a rapidez de retorno eficaz ao treino seguinte e reduz a possibilidade de lesões. O consumo de fruta, um dos pilares de uma dieta vegetariana saudável, está relacionado com o favorecimento expressivo da recuperação: num estudo, o consumo de sumo de cereja durante três dias antes de um surto de exercício extenuante, e nos quatro dias subsequentes, promoveu a restauração da função muscular e diminuiu os sintomas de danos físicos a partir do aumento da capacidade antioxidante e da redução da inflamação.21 A perda de força foi de 22% no placebo mas de apenas 4% no grupo que consumiu sumo de cereja.22 Por sua vez, o consumo de sumo de laranja proporcionou uma produção mais baixa de ácido láctico durante a actividade física, o que se traduziu numa melhoria na performance, com menos fadiga.23

PROMOÇÃO DO CONSUMO DE NITRATOS E AUMENTO
DA UTILIZAÇÃO DE OXIGÉNIO

Determinadas frutas e vegetais, tais como a alface, a rúcula, a salsa e a beterraba, possuem nitratos.24 Após serem consumidos, esses nitratos são convertidos em nitritos e, posteriormente, em óxido nítrico – uma substância imprescindível para a regulação da função vascular e utilização do oxigénio. Consequentemente, o consumo de vegetais ricos em nitratos permite reduzir os custos da utilização de oxigénio em cerca de 20%, o que aumenta significativamente a performance física.25,26 De facto, há evidência de que atletas vegetarianos possuem uma maior capacidade de utilização de oxigénio, sem comprometimento da força, em relação a atletas omnívoros.27

MELHORIA DA FUNÇÃO VASCULAR

Análises comparativas das respostas de dilatação dos vasos sanguíneos de vegetarianos e omnívoros, indicam valores de 3.3% para os omnívoros e de 13.7% para os vegetarianos. As dietas vegetarianas exercem um efeito benéfico no epitélio e na função do músculo vascular, e justificam a incidência mais baixa de aterosclerose e de mortalidade cardiovascular em vegetarianos, o que é indicativo de potenciais benefícios de performance física e de saúde que não devem ser descurados pelo atleta.28 De facto, até vegetarianos que não praticam desporto podem possuir sistemas cardiovasculares mais saudáveis do que desportistas omnívoros.29

“O meu melhor ano de competição foi quando adoptei uma dieta vegan. Por continuar com uma dieta vegan o meu peso ficou controlado, gosto da minha aparência, desfruto mais de comer e sinto-me óptimo.” Carl Lewis.30

Carl Lewis foi nomeado como o atleta do século XX pelo comité olímpico internacional, e atleta olímpico do século pela Sports Ilustrated. Ganhou 4 medalhas de ouro olímpicas em Los Angeles. Sete anos mais tarde, depois de se tornar vegetariano, bateu o recorde do mundo dos 100 metros nos campeonatos mundiais, aos 30 anos, que disse ser a sua melhor corrida. Obteve um total de nove medalhas de ouro e uma de prata nos jogos olímpicos e estabeleceu recordes do mundo em várias modalidades. Foi o único atleta a defender os 100m e o salto em comprimento simultaneamente.31

“A minha performance não foi a única a melhorar. Deixei de ter inflamação no joelho. Nas raras ocasiões em que lesionei o calcanhar ou caí e magoei o cotovelo ou punho, a lesão curou mais depressa do que alguma vez tinha.” Scott Jurek32

Scott Jurek venceu a ultramaratona Hardrock 100, duas vezes a ultramaratona Badwater, três vezes o Spartatlon e duas vezes da corrida de resistência de 160 km de Western States. Estabeleceu o recorde americano para maior distância percorrida em 24 horas com 266.6 quilómetros.33

“Ter adoptado uma dieta à base de plantas foi a razão de ter conseguido continuar a praticar ténis profissional durante os 40. Tornou-me mentalmente superior e permitiu-me suportar o condicionamento físico de competir a esse nível.” Martina Navratilova 34

Martina Navratilova é considerada uma das melhores, se não a melhor, tenista de todos os tempos. Ganhou 18 Grand Slams e 9 títulos de Wimbledon, 6 deles consecutivos, o que é o máximo de sempre, tanto de homens como de mulheres.35

“[A dieta vegetariana] mudou definitivamente a minha vida. Mudou o paço a que vivo. Mudou tudo.” Venus Williams 33

Venus Williams venceu 7 torneios de Grand Slam em simples, 13 torneios de Grand Slam em duplas, e 2 torneios de Grand Slam em duplas mistas, totalizando 22 títulos de Grand Slam, uma das marcas mais altas do ténis. Possui cerca de 45 títulos e é a tenista com mais medalhas olímpicas de todos os tempos, entre homens ou mulheres.34

“O meu corpo recupera muito mais rápido. Sinto-me mais leve. A minha mente está mais clara. Sinto que me consigo focar muito melhor.” Kendrik Farris35

Kendrik Farris foi o único halterofilista norte americano nos jogos do Rio em 2016. Estabeleceu o recorde americano ao levantar um total de 377 kg – 168kg no arranco e 209kg no arremesso.36

“Tornei-me mais forte, ganhei o título europeu de powerlifting e estabeleci 3 recordes mundiais… a minha pressão sanguínea desceu e os meus tempos de recuperação tornaram-se muito mais rápidos, o que me permitiu treinar mais.”37

Patrick Baboumian obteve um recorde mundial de levantamento do tronco na categoria de 105 kg (165 kg), um recorde alemão de pesos pesados no levantamento do tronco (180 kg), e o título de “homem mais forte da Alemanha” na categoria de 105 kg.38

“Decidi tornar-me vegan pelo amor por animais. O processo de criação não é ético. Não há uma única razão válida pela qual não devemos ser vegan, e muitas razões pelas quais não devemos comer carne.” Barny du Plessis39

Barny du Plessis tornou-se Mr. Universo ao vencer a competição NAABA em 2014.40

“As minhas articulações estão mais fortes, sinto-me com 12 anos outra vez, tenho imensa energia, estou sempre pronto.” Tim Shieff41

Tim Shieff venceu o campeonato do mundo de Freerun em 2009.42

“O segredo para ser saudável: Ioga e uma dieta à base de plantas.” Garret McNamara.41

GARRETT MCNAMARA é recordista do mundo por ter surfado uma onda com aproximadamente 30 metros.42

“A minha dieta necessita de normalizar a acidez sanguínea porque parar de respirar modifica a química corporal – por isso é necessário consumir alimentos alcalinizantes, bastantes hidratos de carbono e antioxidantes. Também é necessário consumir uma dieta saudável à base de plantas…” William Trubridge43

William Trubridge obteve o prémio de melhor mergulhador livre absoluto do mundo e é o recordista mundial de mergulho livre na categoria de peso constante, sem barbatanas, com a profundidade de 102 metros.44


1 – Umile Giuseppe Longo, Filippo Spiezia. The Best Athletes in Ancient Rome Were Vegetarian. J Sports Sci Med. Dec 2008; 7(4): 565.
2 – National Geographic Channel, Myths and Logic of Shao Lin Kung Fu.
3 – Gabrielle M. Turner-McGrievy, Wendy J. Moore, Daheia Barr-Anderson. The Interconnectedness of Diet Choice and Distance Running: Results of the Research Understanding the Nutrition of Endurance Runners (RUNNER) Study . International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism, 2016, 26, 205 -211.
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5 –Melina V, Craig W, Levin S. Position of the Academy of Nutrition and Dietetics: Vegetarian Diets. J Acad Nutr Diet. 2016 Dec;116(12):1970-1980.
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7 – David C Nieman. Physical fitness and vegetarian diets: is there a relation? Am J Clin NutrSeptember 1999 70 no. 3 570s-575s.
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35 – Michael Rhodio (2016) The Vegan Diet of American Olympic Weightlifter Kendrick Farris. Mensfitness.com
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37 – Susie East. (2016) ‘Vegan Badass’ muscle man pumps iron, smashes stereotypes. Edition.cnn.com
38 – Wikipedia, Patrick Baboumian. https://en.wikipedia.org/wiki/Patrik_Baboumian
39 – Barny du Plessi. Powers of the Universe TV Episode 1 Vegan Barny Mr Universe Intro and Trains Back & Traps. Youtube.com
40 – Sarah Buchanan. (2016) Mr Universe reveals shocking diet secret behind ripped physique. Dailystar.co.uk
41 – Benefits I experienced going Vegan. Youtube.com/Livewire
https://www.youtube.com/watch?v=53pWSRJdCPs&t=2s
42 – Wikipedia. Tim Shieff. https://en.wikipedia.org/wiki/Tim_Shieff
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43 – Nick Pryke. Lessons from a Freediver. Meettheboss.tv
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